quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A formação online-conceitos e potencialidades

Existiram várias gerações de educação à distância: desde o ensino por correspondência, passando por uma segunda geração multimedia, multimedia interativo ,com correio postal e eletrónico, e-learning (em 199?),abrangendo uma maior diversidade de recursos tecnológicos (correio electrónico, fóruns electrónicos, blog, chat , videoconferência , wikis , entre outros), M-learning ( a partir de 2004),que recorreu ao correio electrónico, fóruns electrónicos, chat , videoconferência, Small Mensage Systems (SMS), Instant Messangers (IM), podcasts, entre outros e ,por fim, a geração da Second life e da web 2.0( a partir de 2003) ,com um processo de comunicação e de ensino de redes sociais e cognitivas , simplificando a colaboração e a partilha.
O e-learning coloca a Web e os ambientes virtuais ao serviço da formação à distância, que entra assim na sua 4ª geração.
Rentabilizando as TIC, permite anular a distância geográfica entre formador e formandos (e entre estes últimos) e uma utilização síncrona ou assíncrona, possuindo virtualidades muito próprias que o tornam, em múltiplos contextos, o modelo privilegiado de ensino/aprendizagem.Não correspondendo a um modelo único e rígido, oferece uma diversidade de soluções de formação que permitem conciliar métodos de formação tradicional e à distância e “doseá-los” da forma mais adequada às necessidades dos utilizadores.
Quando se tem a possibilidade de optar por uma formação deste tipo, deve ter-se plena consciência das capacidades para a utilização das TIC e das possibilidades de acesso aos recursos informáticos necessários. Uma deficiente apreciação destes aspectos poderá fazer fracassar por completo os objectivos da formação.Também a capacidade de realizar tarefas autonomamente é fundamental para quem utiliza o e-learning.A excessiva dependência da figura do professor é um obstáculo ao progresso do aluno/formando.
A formação online tem vantagens , mas também desvantagens, pois requer um diagnóstico adequado do público -alvo, suas competências e domínio das TIC, sua motivação para o estudo e logo para o envolvimento no seu processo de ensino -aprendizagem.
A formação à distância propicia auto - aprendizagem e /ou uma aprendizagem colaborativa.
Daqui resulta que as novas formas de educação/aprendizagem (e- learning (ensino à distância) m –learning(recurso a sistemas wirelss), b-learning,(ensino misto) se podem considerar como formas modernas de Educação à Distância(EaD).
Só assim se cria uma comunidade de inquirição cujos protagonistas se tornam aprendentes.
O e-learning deve ser visto como um processo que permite criar um ambiente de aprendizagem suportado pelas tecnologias, como a Internet, permitindo a transformação da informação em conhecimento, independentemente da hora ou local. Será correcto afirmar que alunos motivados facilmente atingem. Não invalida isto que as novas tecnologias possam gerar situações desagradáveis por falta de manutenção, por exemplo.
Factor determinante na comunicação humana e relações interpessoais e processo de ensino -aprendizagem, a interacção social também pode acontecer em ambientes virtuais de aprendizagem, dita online.
Para que haja uma presença social efectiva, tem que se verificar a interactividade, uma coesão de grupo e uma expressão afectiva.A educação online possibilita grande interação entre os tutores e estudantes, mediante actos que deixam de ser mecânicos e socialmente descontextualizados.
Implica a comunicação em contextos sociais, que podem mesmo contribuir para a criação de laços numa espécie de "comunidade de inquirição"(Garrison).Para Rheingol, o ciberespaço é um local onde podem existir sentimentos comunitários.A construção da comunidade depende de "acções cooperativas" que determinem "bens colectivos"(Rheingol).A comunicação processa-se através de uma linguagem "de sinais"que aproxima os interlocutores, facilitando a interacção.As relações interpessoais na Web seguirão uma cultura da "hodiernidade".A virtualização da educação num ambiente propício implica cumplicidade com a era vigente e a sua mentalidade.
Aprendizagem resulta de um conjunto de acções e reações. Exige uma Articulação entre a presença cognitiva , presença de ensino e social.A interacção social está impregnada de manifestações sociais, heranças sociais.Por exemplo, a expressão afetiva ausente é compensada através de expressões pessoais ( emoções, sentimentos e valores...).
As atitudes e valores roçam a esfera transversal das competências sociais, pelo que a sua avaliação implicará a avaliação do processo de aprendizagem num contexto particular, a saber em ambiente virtual. A avaliação feita tem que considerar todo o processo de comunicação/interacção realizado, bem como os seus resultados em termos do tipo de trabalho desenvolvido e do maior ou menor sentimento de pertença à comunidade e relacionamentos interpessoais criados.
A aprendizagem online possibilita um conhecimento e formação que apresentam flexibilidade espácio -temporal.
O formando é um sujeito ativo da sua formação num processo de aprendizagem colaborativo. A interação /comunicação é potenciada. Poupam-se deslocações e garante-se a possibilidade de os formandos contactarem de forma síncrona ou assíncrona.
Este tipo de ensino -aprendizagem exige porém formadores qualificados e motivados e sobretudo que motivem.
O revés da medalha é o perigo do isolamento, a dependência do personal computer ( pc) e valorização do produto final da aprendizagem.
Contrariamente , a formação presencial implica mais gastos materiais e não permite a flexibilidade no tempo e no espaço.
A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação só poderá vencer obstáculos como o conservadorismo e o fraco domínio dos recursos pelos seus utilizadores (nomeadamente a classe docente) se for colocada ao serviço de todos, criando, como defende Wilson Azevedo, uma “outra ecologia pedagógica”.
O receio face ao desconhecido e a outras formas de ensino (nomeadamente por oposição ao ensino tradicional/presencial) poderá ser combatido à medida que as novas tecnologias e a comunicação de “um para muitos” ou de “muitos para muitos” (i.e., para diversos destinatários em simultâneo) forem conhecidas e interiorizadas.
A formação à distância é particularmente desafiante junto de alunos ou turmas que, no seu conjunto, se sentem motivados para o manuseamento das TIC, sendo que a sua generalização na escola exige preparação adequada dos professores, ao nível não só tecnológico como pedagógico, para que as tecnologias não existam apenas por existir ou ao sabor de uma moda educacional (nem na escola em geral nem na biblioteca em particular), mas ao serviço do conhecimento e gerando mais conhecimento.
Contextos existem, contudo, que, em boa defesa da qualidade da formação, exigem que a mesma seja presencial. Em primeiro lugar, por uma atitude racional de combate ao endeusamento das TIC e da sua utilização por parte de uma facção de alunos e professores. Depois, porque mais importante que ensino à distância ou ensino presencial, importa que haja ensino. Ensino e aprendizagem. Além disso, porque os formatos de formação ou ensino se complementam e porque os argumentos de que o e-learning respeita os diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos, em oposição ao regime presencial, que se dirige unilateralmente à turma, como um aglomerado indiferenciado, contraria todos os trabalhos de pedagogia diferenciada praticados internacionalmente há décadas por muitos docentes e alvo de investigação
Não obstante, o e-learning como processo de ensino -aprendizagem respeita uma cultura de “hodiernidade”,adequando-se ao contexto hoje vivido no campo da educação e diversificação de recursos ,sobretudo com a implementação do PTE.

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