domingo, 27 de março de 2011

Reflexão tardia , mas pertinente!

Devo confessar que julgava que não seria necessário senão publicar os nossos trabalhos ao longo dos vários módulos, até porque (e falo por mim) as reflexões já estão incluídas mos mesmos. De qualquer forma, deixo aqui muito brevemente uma pequena reflexão sobre cada um dos módulos e mais concretamente sobre a minha evolução ao longo dos mesmos, no que respeita aprendizagem realizada!... Digamos que creio que, neste momento ,o meu conceito de info - excluida está definitivamente esclarecido. Ser uma formanda online num sistema de ensino –aprendizagem online fez-me entrar num mundo completamente novo para mim e desenvolveu ou despertou em mim a vontade de saber mais, nunca deixando de me espantar com as potencialidades de uma aprendizagem tão diferente da tradicional. Afinal, também se pode interagir à distância e partilhar informação e conhecimento. Isto pode eventualmente ser aplicado não contexto escolar quer na BE/CRE ,quer na sala de aula com os nossos alunos. O conceito de Web 2.0 e as suas potencialidades para a BE levanta uma série de questões relacionadas com um conceito de informação e sociedade de informação /conhecimento do século XXI. Sociedade , informação e bibliotecas surgem pois a par, devendo fomentar a construção do conhecimento pelo acesso que permite a REA ou mesmo pelo recurso a várias ferramentas que tornam os conhecimentos produto de partilha, colaboração e interatividade. A informação pode mesmo ser editada, selecionada ,corrigida e comentada. O twitter como forma de microblogging é uma aplicação Web de publicação de blogue. A ideia é muito simples: uma caixa de texto com espaço para escrever 140 caracteres e uma pergunta: O que está a acontecer? A disponibilização nas Redes informáticas e a sua introdução nas escolas veio contribuir para que a natureza do ensino se modificasse. Forma atrativa de auto-aprendizagem . Também as redes sociais, como o facebook,HI5 myspace… vieram tornar o conhecimento cada vez mais social! Pessoalmente, reconheço que possa ser motivante para algumas pessoas a partilha online de informação. Eu não faço parte de nenhuma rede social !A web como plataforma de inteligência coletiva é um facto. É possível criar uma conexão por meio das comunidades de utilizadores com interesses em comum. Muitos destes sítios tornaram‐se verdadeiros aplicativos (ex. Google, que disponibiliza processador de texto, gestor de correio, folha de cálculo, apresentação electrónica, agenda, agregador de Bibliotecas Escolares e a Web 2.0 . Na base da Web 2.0 está a participação dos utilizadores: eles acrescentam valor à rede, o serviço melhora quanto mais pessoas o usam, qualquer utilizador pode criar conteúdos e avaliar os que encontra (ratting).” Social bookmarking e sua etiquetagem por tags representam formas de seleção, avaliação e partilha de informação. E sobretudo formas de organizar e indexar a informação de forma a que os utilizadores não se percam na pesquisa pretendida. Indexar e organizar a informação recolhida pelos marcadores também é permitido e facilitado por outra ferramenta da Web 2.0 :o Diigo. A partilha de conteúdos, utilizando ferramentas que são novidade pode suscitar certos problemas em termos da sua viabilidade. Foi o que me aconteceu quando procurei elaborar um tutorial sobre o googledocs usando o screencast e o jing. Até percebi a teoria ,mas depois… Mas como em tudo, por se perder uma batalha ,não quer dizer que se perca a guerra!... Neste módulo, aprendi como se pode recorrer ao multimédia, audio e vídeo, slideshares para produzir conteúdos e partilhar informação. Como em qualquer processo de ensino-aprendizagem ,também ,no que respeita BE/CRE, a informação disponibilizada deve ser avaliada, no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados. Neste sentido, a avaliação de RED é muito relevante. Os RED devem obedecer a diversos parâmetros que passei a considerar,olhando,de forma mais crítica para o que vejo. Os Feeds ou canais RSS visam permitir a distribuição de conteúdos e notícias de blogues e páginas Bibliotecas Escolares e a Web 2.0. A grande vantagem com o RSS é o facto de que já não recebemos a informação por e-mail. Utilizamos um agregador ou leitor de feeds, um programa ou uma página Web na qual podemos ver todas as actualizações que houve nas páginas e blogues cujos feeds subscrevemos, sem a necessidade de enchermos a nossa caixa de correio de e-mail ou sobrecarregarmos os nossos favoritos. Um agregador ou leitor de notícias é um tipo de software que serve para seguir os blogues e canais de notícias em formatos RSS, Atom ou RDF. O agregador reúne as notícias ou post publicados nos sítios Web e blogues que subscrevemos e mostra as novidades ou modificações que se produziram desde a nossa última leitura. Estes programas podem ser de diversos tipos,como aplicações baseadas na Web (Bloglines,Google reader, netvibes,newsgator).

• Como promover a utilização de recursos de reconhecida qualidade?

Uma forma de promover a utilização de recursos de qualidade poderia passar pela avaliação e atualização resultante da etiquetagem realizada por reconhecidas autoridades na matéria. Considerando o contexto escolar propriamente dito, isto implicaria uma seleção e etiquetagem de recursos, partilhados e publicados por profs das diversas áreas curriculares e orientações em contexto de sala de aula para pesquisa orientada dos mesmos conteúdos/informações.

http://biblioteca-baiao.blogs.sapo.pt/54053.html

O blogue da biblioteca da Escola EB23/S de Baião (Agrupamento de Vale de Ouvir) é um bom exemplo de como o blogger pode funcionar como fonte de informação atualizada e pertinente a uma comunidade escolar. É um serviço que se presta a um serviço! A informação reunida resulta da partilha de toda a comunidade; de um processo de posts dos feeds, comentários de tudo o que é apresentado, visionado ou ouvido, reunindo assim recursos multimédia diversos. O social bookmarking da biblioteca desta escola (DELICIOUS) comprova-o. Trata-se de um blogue claro quanto ao seu propósito, destacando o título como sendo o nome da Escola que o desenvolve. Missão: servir a comunidade, partilhar conteúdos, trabalho e atividades . A Autora está bem identificada, oferecendo formas de ser seguida. O conteúdo apresenta factos e opiniões, comentários adequados ao público-alvo, sendo coerente com a sua missão educativa de partilha e colaboração . A informação é pertinente, adequada ao destinatário e as fontes de hiperligações ou outros conteúdos são apontadas, sendo pois respeitados os direitos de autor. Há uma atualização da informação ,como se pode ver pelo arquivo do blogue. Existe correção linguística e adequação ao currículo, promovendo a interação necessária e ideal entre a BE e as áreas curriculares. A pesquisa é fácil e existem inclusive motores de busca na página para facilitar a mesma. A apresentação gráfica é agradável à vista, não sendo de todo um ruído nem impertinente nem desadequada à informação apresentada. A comunicação é facilitada por esse aspeto. A mesma acontece pela possibilidade de interatividade ,mediante posts e comentários do que é apresentado. Imprimir e enviar por mail são algumas das características da acessibilidade. Enfim, um exemplo a seguir!!

RSS readers e agregadores de conteúdos ao serviço da BE/CRE

RSS, blogues ou qualquer outra ferramenta podem ser grandes aliados no trabalho das bibliotecas! A criação de um canal RSS na página da BE permite divulgação de informação relacionada com as atividades levadas a cabo pela mesma, promovendo também a sua imagem, como espaço escolar privilegiado. A tecnologia RSS permite a distribuição de conteúdos escritos, audiovisuais e multimédia. Neste sentido, os RSS readers, agregadores de conteúdos ( Really Simple Sindication )representam uma linguagem para agregar notícias ,informações/conteúdos da Web. Os feeds são canais RSS cujo objetivo é facilitar a distribuição de conteúdos ,notícias de blogues e páginas Web. O conhecimento atualizado acontece simplesmente, sem necessitar da pesquisa do user, bastando para tal que usemos um agregador ou leitor de feeds ,um programa ou a página Web, onde podemos ver as atualizações das páginas e blogues cujos feeds subscrevemos. As aplicações baseadas na Web são bloglines, googlereader,netvibes e newsgator. O Google reader permite selecionar, editar, etiquetar e eliminar informação, ou seja, permite gerir toda a informação apresentada na aplicação. Desta forma, o conhecimento resulta ,em parte ,de um trabalho colaborativo; da partilha de observações que funcionam como uma espécie de etiquetagem/rating e /ou avaliação daquilo que se lê. É o desenvolvimento das literacias da informação e digital que está em foco!

terça-feira, 22 de março de 2011

Partilha de conteúdos!...

• Que tipo de conteúdos a BE deve disponibilizar aos seus utilizadores?

Questões que nos levam a ponderar múltiplos fatores inerentes à gestão da BE/CRE no/do século XXI.
Uma vez mais, é de relembrar que o termo Web 2.0 refere-se a “uma mudança na forma como a internet é encarada por utilizadores e desenvolvedores”.
Os conteúdos disponibilizados aos utilizadores devem servir as suas necessidades curriculares, isto considerando que falamos de uma BE/CRE.
Numa sociedade de informação, onde esta domina, inclusivamente ao nível dos recursos digitais, os alunos sentem grande dificuldade em selecionar informação, pelo que cabe à BE o relevante papel de selecionar os recursos adequados ao currículo e nível etário.
O social bookmarking permite esse serviço; a constituição de bibliotecas digitais pode também obrigar as bibliotecas escolares a tomar decisões sobre o tipo de conteúdos que esses novos serviços integrarão.
Os recursos selecionados pela BE devem satisfazer critérios pré-definidos de qualidade nas suas dimensões essenciais para um uso eficaz dos conteúdos no processo de ensino -aprendizagem cumprindo a sua finalidade educativa.

• Como institucionalizar uma prática de avaliação de recursos na BE?

É igualmente importante que, no seu plano de formação de utilizadores ,a biblioteca inclua avaliação dos recursos digitais, contribuindo para o desenvolvimento da literacia a informação.
Regulamentar a própria PDC como documento que pode definir novas regras de gestão documental e/ou de recursos, estabelecendo regras que obriguem a uma avaliação efetiva dos recursos disponibilizados e ao serviço de uma biblioteca em particular e de todo o espaço em que essa se insere é certamente relevante, neste contexto.
Para além de criarem recursos/conteúdos de forma colaborativa, os utilizadores , com a sua participação ,podem também avaliar os que encontram (rating),



• Como podemos envolver os utilizadores na produção/avaliação de conteúdos?

Fazê-los sentir parte da mesma comunidade é importante, criando a noção de um todo que partilha ,visando um mesmo objetivo.
O conteúdo online não é estático, mas dinâmico, o que se consegue com as conexões por meio de comunidades de utilizadores com interesses comuns.
Também porque as bibliotecas são produtoras de recursos, devem suscitar uma reflexão crítica sobre os conteúdos produzidos para manter a qualidade do serviço prestado, tornando fundamental o papel daquela na sociedade da informação.
De uma avaliação criteriosa e constante resulta uma melhoria dos serviços oferecidos.
Por exemplo, os recursos em formato de Wiki (ex wikipedia) permitem que os utilizadores se tornem avaliadores e corretores da informação, num processo contínuo de melhoria/utilização.
A s bibliotecas devem tirar partido de novos meios, como as wikis , envolvendo a inteligência coletiva para melhorar os seus serviços através de uma OPAC social, por exemplo,

• Que desafios se colocam às BE na gestão das contribuições dos utilizadores?

O trabalho colaborativo e a partilha são dimensões bastante desafiantes por si só!
Lutar contra ou desenvolver a s potencialidades da Web 2.0 é efetivamente um grande desafio, que já está ganho em proveito dos que acedem à maior parte das bibliotecas digitais, onde ,embora haja ambientes híbridos, se denotam francamente a utilidades dos novos serviços disponibilizados à distância de um rato!
O youtube pode ser utilizado para promoção da biblioteca; filmes de visitas de estudo podem funcionar como material de aprendizagem.
A gestão da informação é uma das atividades -chave da sociedade atual.
A capacidade de procurar informação, saber analisá-la, avaliá-la e usá-la são as principais vantagens competitivas da economia do conhecimento e uma competência essencial que todos os alunos deveriam dominar ao concluir a escolaridade.
Os sistemas formais de avaliação de RED continuam a ser os instrumentos mais fidedignos e a sua implementação na BE uma necessidade incontornável.

• De que forma a BE pode promover o trabalho colaborativo baseado em recursos?

A participação de todos ao serviço de todos com uma utilidade pode promover o trabalho colaborativo. Por exemplo, na partilha de links de interesse geral, numa espécie de linkoteca; por exemplo, no recurso ao googledocs como forma de processar textos ligados a atividades da BE ,que poderão ser editados e corrigidos pelos que partilharem o mesmo doc; por exemplo, através da a criação de apresentações eletrónicas.
Quer o googledocs ,quer o wikispaces são plataformas online de trabalho colaborativo.
A consulta da wikipedia, enciclopédia online que pode ser atualizada e corrigida e onde se pode ver uma avaliação da informação como ponto de referência dos utilizadores, é outra forma de promover o trabalho colaborativo, que pode inclusive envolver o trabalho da BE em articulação com outras disciplinas de forma curricular, criando – se enciclopédias online fruto de trabalho de todos .
O recurso ao serviço web de youtube pode ser outro recurso interessante de partilha de vídeos, ficheiros multimédia, relacionados com a comunidade que os procura ou produz…).
Este serviço pode ser associado ao tagging para descrição do conteúdo através de comentários.
• Como promover uma atitude ética na utilização de recursos?
Em relação a esta seleção, há aspetos éticos a considerar ,como a não violação de direitos de autor, não partilhando o que esteja sujeito a copyright.
Entre os critérios de avaliação dos RED está a autoria que deve ser bem definida, o conteúdo que deve respeitar as fontes autoriais, respeitando exatidão, precisão e rigor.
As licenças Creative Commons fornecem informação aos alunos para garantir a permissão antecipada de uso do recurso.
A ética a par da informação nesta “sociedade do conhecimento”!!

domingo, 20 de março de 2011

Avaliação de Recursos Educativos digitais (RED) e lógica de trabalho da BE/CRE…

O crescimento exagerado de RED dificulta a seleção da informação pelos alunos, cabendo à BE o primordial papel de dar aos utilizadores (users) recursos selecionados de acordo com o seu nível etário e currículo.
O serviço de marcadores sociais(social bookmarking) permite prestar esse serviço; a construção de bibliotecas digitais também exige que as bibliotecas decidam quanto aos conteúdos desses novos serviços .
Uma facto é que os recursos selecionados pela biblioteca devem satisfazer critérios pré-definidos de qualidade nas suas dimensões essenciais, para permitir um uso eficaz dos conteúdos no processo de ensino-aprendizagem, cumprindo a sua finalidade educativa.
Também é relevante que ,no seu plano de formação de users ,a BE inclua a avaliação dos recursos digitais ,que é uma competência a desenvolver nos alunos e uma importante vertente na promoção da literacia da informação.
Dado que produzem recursos, devem fomentar a reflexão crítica sobre os que são produzidos para manter a qualidade dos serviço prestado, tornando fundamental o papel da biblioteca na sociedade de informação.
A gestão da informação é uma das atividades-chave da sociedade atual. A capacidade de processar informação eficazmente, saber analisá-la, avaliá-la e usá-la são competências essenciais que todos os alunos deveriam dominar ao concluir a escolaridade.
O desenvolviembto de sistemas de avaliação de RED (Nesbit “et al”(2002) deverá realizar-se para classificar e avaliar, recolher informações e orientações sobre como usar os recursos, avaliar a qualidade dos materiais educativos, contribuir para o desenvolvimento profissional, que pode aumentar através da avaliação.
Os RED, em Portugal, são gratuitos, produzidos por profs ou associações de profs e resultam em muitos casos de digitalização,o que condiciona a sua qualidade.
O aparecimento dos conteúdos de PTE poderão desenvolver a produção de RED.
A biblioteca deve ponderar a aquisição dos recursos e sua adequação
ao público.
A avaliação de RED deve contemplar as diferentes dimensões do recurso: técnica, de conteúdo, linguística, pedagógica e de valores e atitudes.
Para facilitar este processo, usam-se instrumentos de avaliação com critérios e parâmetros que permitem emitir juízos de valor sobre cada uma das dimensões.
Segundo Maria Pinto, essa avaliação considera a qualidade intrínseca do recurso, a contextual, a representativa e a de acesso.
Nem todos os parâmetros são observados e nem todos são igualmente importantes.
Os recursos de Wikis(por exemplo, wikipedia) permitem que os users se tornem avaliadores, corretores da informação, num processo contínuo de melhoramento da utilização.
As BE devem aproveitar a inteligência coletiva para melhorar os seus serviços(OPAC social, por exemplo).
Segundo Carlos Pinheiro,os critérios de avaliação dos RED abrangem tema, autoria, conteúdo, acesso e usabilidade, desenho gráfico e multimedia, comunicação, relação com o ultilizador, custos, conservação e comunicação e acessibilidade.
O RED é um produto de software ou um doc com uma finalidade intrinsecamente educativa; enquadrado nas necessidades do sistema educativo português e com identidade e autonomia ou docs que correspondem a padrões de qualidade previamente definidos.
Os três níveis de análise dos RED são o mecâncico (copy and paste), o criativo(fundamentação dos saberes) e o design(grandes projetos de software educativo).
O desconhecimento do currículo, uso de tecnologias ultrapassadas ,escassez de investimento em recursos humanos, financeiros e materiais na concepção e desenvolvimento dos produtos interferem boa qualidade dos RED.
A criação de um RED passa pela consideração do currículo/programa, tópicos, ferramentas /formatos ,conteúdos de apoio, módulo final e autoria.
As licenças Creative Commons fornecem ferramentas aos alunos para garantirem a permissão antecipada do uso do recurso.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Partilha de conteúdos!...

Partilha de conteúdos, aprendizagem colaborativa, interação criada por espaços sociais, como o Google Docs e as enciclopédias online, mais conhecidas por wikipedias!
O recurso a estas ferramentas de trabalho da Web 2.0 sugere efetivamente “uma mudança na forma como a internet é encarada por utilizadores e desenvolvedores”.
A participação dos utilizadores, mediante a criação de informação e sua avaliação/classificação (rating) são importantes.
Os conteúdos online resultam de um processo dinâmico de interação social.
O Google Docs e as wikispaces são exemplos de sítios sociais onde isto acontece.
O primeiro disponibiliza processador de texto, folhas de cálculo e apresentações eletrónicas; o segundo oferece informação diversa que pode ser objeto de constante edição, correção e avaliação.
O recurso em contexto educativo a estas ferramentas e a crescente importância das redes sociais influencia o processo de ensino -aprendizagem, contrastando com o saber tradicional, um saber entre quatro paredes.
As redes sociais e por inerência os sítios sociais vão ao encontro dos princípios de ensino -aprendizagem numa “sociedade de conhecimento”:”aprendizagem permanente, aprendizagem autodirigida, aprender a aprender, aprendizagem contextualizada, aprendizagem adaptada à necessidade de aprendizagem, aprendizagem transformadora, aprendizagem cooperativa e aprendizagem em tempo real just in time”(Barbara Lepani).
A aprendizagem colaborativa é sinónimo de métodos e técnicas de aprendizagem para uso em grupos estruturados; todos interagem e contribuem para o sucesso da atividade.
Este tipo de aprendizagem social permite resultados superiores, que resultam das propostas e soluções de vários alunos do grupo, que se responsabilizam e evoluem no seu processo de aprendizagem.
Os espaços colaborativos apresentam muitas vantagens em contexto educativo, através ,por exemplo ,da criação e partilha de trabalhos e atividades online.
O Google Docs e os wikispaces são exemplos de plataformas online de trabalho colaborativo.
O Google Docs tem várias funcionalidades: criar documentos, folhas de cálculo e apresentações online; partilhar e colaborar em tempo real; armazenar e organizar o trabalho em segurança; controlar quem pode aceder aos documentos.
Permite a partilha de ficheiros editados por muitos ao mesmo tempo.
Os wikis permitem uma maior ou menor colaboração na apresentação de conteúdos/informação.
Considerando tudo o que foi dito e pensando mais concretamente na questão que escolhi para reflexão, posso afirmar com toda a certeza que o Google Docs pode estar efetivamente ao serviço do professor bibliotecário. Não posso deixar de referir aqui a BE /CRE como um contexto particular , dada toda a diversidade de aspetos relacionados com a sua gestão, papel na escola em que se insere, necessidade crescente de promoção da interação com todos os seus utilizadores e consequente necessidade de partilha de informações relacionadas com atividades realizadas e afins.
Nas práticas letivas, o Google Docs permite maior diversidade de estratégias e uma maior cultura de partilha e colaboração de atividades, da BE e não só, de ficheiros, de sugestões...
A partilha de links úteis como fontes de pesquisa e trabalho ,de hiperligações relevantes para a Biblioteca e ao serviço da comunidade escolar, informações relacionadas com atividades promovidas pela BE, como concursos e projetos de trabalho também é um facto.

A informação circula entre toda a comunidade escolar, através, por exemplo ,da criação de formulários, pois esta ferramenta permite elaborar inquéritos.
A avaliação de atividades realizadas na e pela BE, as estatísticas e também um tratamento global e imediato dos dados são outras das suas potencialidades, dado que reúne efetivamente processador de texto e folhas de cálculo, com variadas apresentações.
Pode estar ainda ao serviço da BE/CRE, através da elaboração de concursos online.
Ao fim e ao cabo ,o que temos é a BE/CRE ao serviço da escola (e não só).
Uma biblioteca compartilhada a partir de uma pasta pública.
Os wikis ,que associamos sobretudo à wikipedia, permitem uma edição conjunta de informação, sua melhoria , avaliação e constante atiualização.
Se pensarmos na enciclopédia online, podemos utilizá-la no desenvolvimento de literacias digitais e não só, também de conhecimento, papel importante da BE no atual contexto e na sociedade de conhecimento onde nos inserimos.
Permitir aos alunos que consultem dados sobre o que quiserem e partilhem e editem os dados encontrados, tornando-se assim professores de matérias e contribuindo para uma aprendizagem autodirigida.
O recurso ao suporte impresso que permite inicialmente a recolha de informações mais idóneas e a sua colaboração na construção de conteúdos que são fruto de uma avaliação coletiva e in time são autênticas potencialidades desta ferramenta.
Enfim, Google Docs e wikispaces ,dois sítios sociais ao serviço da BE/CRE!


Outra ferramenta da Web 2.0 que serve este trabalho interativo de partilha e construção do conhecimento é o podcast, que permite falar e ouvir;um recurso tecnológico muito útil no que respeita a disseminação da informação.
A podomatic é um serviço da Web 2.0 que permite criar uma pagina online de distribuição de conteúdos áudio.
O utilizador torna-se um produtor ou designer de conteúdos Web.
A isto se liga uma perspetiva crítica que resulta da participação na produção e personalização das matérias .O envolvimento dos alunos torna-se motivante para o estudo(vertente emotiva das ferramentas audiovisiuais).
Pode ser utilizado para abordagem e transmissão de conteúdos didáticos, leitura, ,correção da prosódia e aperfeiçoamento da leitura….
O respeito pelo ritmo de aprendizagem dos alunos também é uma das vantagens do podcasting pois o que é gravado pode ser ouvido e assimilado gradualnente. Facilita mesmo o trabalho de alunos invisiuais, cuja deficiência é superada pela audição pedagógica!
Nas BE ,os podcasts são uma fonte de informação.
O vodcast é também um método que utiliza as ferramentas do podcast para criar videos em constante atualização resultante da colaboração na produção.
O youtibe é um serviço Web que permite a divulgação de vídeos. O seu uso nem sempre é pedagógico!
Pode ser um recurso de promoção da biblioteca.
O jng permite a construção de tutoriais, capturando imagem e apresentando uma locução áudio. São fontes de informação que mais uma vez podem ser arquivados e partilhados.
O Screenr é uma excelente ferramenta para pequenas explicações.
O prezi permite a elaboração de apresentações dinâmicas com efeitos visuais .
Um exemplo de atividade com recurso ao prezi ou slideshare é a pesquisa com o objetivo de verificar quais as tags e tipo de informação.
Múltiplas ferramentas ,um mesmo objetivo: contribuir de forma interativa e colaborativa na edição, avaliação e construção do conhecimento, ao serviço de contextos educativos, na sala de aula ou na BE/CRE!!

domingo, 6 de março de 2011

Social bookmarking

Social bookmarking, uma forma de organizar a informação por tagging, recorrendo a tags; uma forma de partilhar o conhecimento cuja produção resulta de um trabalho interativo e colaborativo. Enfim, uma autêntica ferramenta web 2.0!
Social bookmarking é um "sistema de bookmarks (também conhecido como favoritos ou marcadores) online, público e gratuito, que tem por finalidade disponibilizar os seus favoritos na internet para o seu fácil acesso e para compartilhar com os usuários deste tipo de serviço."
Social tagging, serviço mediante o qual o utilizador pode classificar os seus favoritos com etiquetas, palavras-chave com o objetivo de facilitar a posterior recuperação da informação, facilitando a pesquisa ,numa lógica de partilha e colaboração .
São dois métodos de armazenamento e organização da informação disponível na net ,mediante etiquetas -tags. A este processo de indexação de recursos chama-se folksonomia.
Na net, existem vários serviços de social bookmarking: delicious, diigo são excelentes exemplos.
Do bom uso das etiquetas,base do marcador social,depende a utilidade social do bookmarking para o trabalho da biblioteca.
Um recurso pode e deve ter várias etiquetas.
Da boa utilização das etiquetas depende a recuperação eficaz do recurso.
A maior parte dos serviços de marcadores sociais permite importar os favoritos que já estão armazenados no nosso pc.
Cabe à biblioteca definir um critério uniforme que torne mais fácil a recuperação da informação e faça das etiquetas um instrumento útil para os utilizadores dos recursos.
Há boas práticas que definem a seleção de tags, segundo Ulises Ali Mejias: a utilização do plural e minúsculas, agrupar palavras com underscore, seguir as convenções de tags existentes, agregar sinónimos. Deve ser-se exaustivo na atribuição de etiquetas, procurando descrever o recurso com o maior número possível de tags.
O uso de marcadores sociais na BE promove o desenvolvimento da capacidade de conceptualização e estabelecimento de relações entre conceitos, estimulando o trabalho colaborativo.
No trabalho da BE,o seu uso permite selecionar, organizar, classificar e partilhar a informação disponível online.
Os alunos têm dificuldades em encontrar na net informação de qualidade para a realização de trabalhos, pelo que a disponibilização de marcadores sociais na BE constitui uma ferramenta excelente de promoção da literacia ,da informação e não só, e um exemplo de atividade centrada nas necessidades dos utilizadores.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Blogues e Microblogues-Análise de Blogues de Bibliotecas Escolares

Análise realizada pelo grupo de : Manuela de Fátima e Mafalda Rodrigues
20 de Fevereiro de 2011
Blogues -que objetivos? Que tipo de informação apresentam?
Um mundo !! Ao viajarmos por estes blogues de bibliotecas é realmente a primeira
ideia que nos vem à cabeça !...
Basicamente, destinam-se a publicar as atividades desenvolvidas na e pela biblioteca
escolar , acompanhar o trabalho desenvolvido e a desenvolver nas escolas.
“Dar a conhecer as atividades realizadas na BE ao longo do ano” -lê-se no cabeçalho
de alguns dos blogues visitados.
Faz-nos pensar nas reais potencialidades da Web 2.0 e na forma como as diversas
aplicações tecnológicas/ferramentas se podem utilizar para compor um blogue.
É espantoso como a informação é veiculada , permitindo e promovendo sempre a
interação , a colaboração e a partilha de conhecimento !
Trata-se de um saber em evolução, num processo dinâmico que envolve a BE/CRE e a
Escola onde a mesma está integrada, servindo de ponte entre o que é realizado pela
BE ,em articulação ou não com a Escola.
Um espaço coletivo, assente numa ideia – base , que é a ideia de “inteligência
coletiva”.
Aliás, um dos objetivos dos blogues é essencialmente informar, mas também partilhar
e permitir a colaboração coletiva de toda a comunidade, não limitada a alunos e
professores, mas também pessoal não docente.
Divulgação de atividade ligada à leitura, livros e literacia, partilha de atividades em
articulação com o currículo (Semana dos afetos em lerparacrer), semana da leitura
,PNL…através da constituição de tags, links para livros, partilha de informação nas
redes sociais ,como o facebook (cf lerparacrer),publicitação de textos dos alunos,
mesmo com recurso a streammedia, implementação de LibraryThing, com
comentários que permitem acesso à coleção, presença do jornalonline, plataformas de
aprendizagem…
Incluem também tags e inquéritos de satisfação a EE, no âmbito da promoção do livro
e da leitura e bookmarks ,informações sobre o PDC e sua divulgação, catálogo online,
guiões que permitem a aprendizagem , sendo a BE/CRE garantia dessa; recurso a
ferramentas como o DIggo , que melhoram a pesquisa, partilha e colaboração na
realização da informação e do saber; informações sobre como instalar essas
ferramentas Web para enriquecer o blogue!
Um mundo , efectivamente!
Blogues e Microblogues
Análise de Blogues de Bibliotecas Escolares
Análise realizada pelo grupo de : Manuela de Fátima e Mafalda Rodrigues
20 de Fevereiro de 2011

Interacção e presença social em ambientes virtuais de aprendizagem

Factor determinante na comunicação humana e relações interpessoais e processo de
ensino-aprendizagem, a interacção social também pode acontecer em ambientes virtuais de
aprendizagem, dita online.
A interação social é o único fator capaz de reduzir a distância e criar proximidade,
tornando-a inseparável do processo de ensino - aprendizagem.
Implica a comunicação em contextos sociais que podem mesmo contribuir para a criação
de laços numa espécie de "comunidade de inquirição"(Garrison).
O contexto online é um contexto social (cf modelo de Garrison “comunidade de
inquirição”).
A educação online possibilita grande interação entre os tutores e estudantes, mediante
atos que deixam de ser mecânicos e socialmente descontextualizados.
O modelo proposto por Garrison pressupõe ainda que a experiência educacional surge
como resultado da conjunção da presença social ( projeção pessoal na comunidade), presença
cognitiva ( comunicação que visa a construção do conhecimento) e presença do ensino, através da
participação ativa do professor.
Para que haja uma presença social efetiva, tem que se verificar a interatividade, uma
coesão de grupo e uma expressão afetiva.
Alguns estudos sugerem que os ambientes virtuais de aprendizagem suportam interação
pessoal afetiva em contextos educacionais.
Para Angeli Bonk e Hara, 27% das mensagens representam expressão de sentimentos,
anedotas, afetos, falando também na formação de vínculos entre os participantes.
Para Rheingol, o ciberespaço é um local onde podem existir sentimentos comunitários: é
um ambiente onde há interações sociais, sendo possível o encontro e sentimentos afetivos.
“As comunidades virtuais são os agregados virtuais surgidos na rede, quando os
intervenientes de um debate o levam por diante em número e sentimentos suficientes para
formarem teias de relações pessoais no ciberespaço”[8:pp18]
A construção da comunidade depende de "acções cooperativas" que determinem "bens
colectivos"(Rheingol).
Neste sentido, a comunidade virtual é como um bar ou praça aonde os sujeitos buscam
diversão ou conhecimento o que é efetivado pelo discurso escrito/comunicação.
Para Berger & Luckmann, nas interacções humanas estão presentes heranças socializantes
porque toda a produção humana só pode existir na e pela sociedade.Para estes autores, o encontro real é o verdadeiro encontro, que é uma “sensação de
espelho”.
Os utilizadores dos ambientes virtuais recorrem à linguagem escrita para expressar o que
não se vê nesse espelho ,através dos emoticons ,”linguagem de sinais”.
Como forma de compensar a ausência de gestos, expressões, entoações, os participantes
recorrem a expressões pessoais que denotam emoções, sentimentos e valores.
O feedback da interação é-nos dado através de comentários, resposta a questões,
demonstrando-se que se está atento ao outro.
As relações interpessoais na Web seguirão uma cultura da"hodiernidade".
“As interacções e as relações interpessoais vão, nos ambientes virtuais responder com as
“linguagens culturais” que compreendem e comunicam, embora carregadas com os sentidos dos
seus membros, sentidos esses condizentes com a sua época e tempo cultural.”
A interação entre os participantes que intervêm no processo de aprendizagem está
impregnada de manifestações sociais. Os participantes interagem e independentemente do
ambiente as suas heranças sociais estão presentes.
A arquitectura e “engenharia” criada no ambiente virtual de aprendizagem constituem
factores preponderante pois terão de existir locais favoráveis à manutenção e “alimentação” da
interacção social necessária à construção do sentimento de comunidade.
A interacção social em ambientes virtuais de aprendizagem implica referência a
experiências e ao processo de socialização dos indivíduos donde resultam vínculos afetivos e a
noção de comunidade, fruto da necessidade de uma maior interacção/comunicação.
Cultura, sociedade, linguagem e webs, todas elas são construídas pelo homem, produtos e
produtoras de homens.
A virtualização da educação num ambiente propício implica cumplicidade com a era
vigente e a sua mentalidade.
Com base num estudo de participantes num curso online, os resultados revelaram que,
efetivamente, a qualidade do curso e o modelo pedagógico que o sustenta são fundamentais para
o êxito educacional.
No final do mesmo, verificou-se um aumento e melhoria dos conhecimentos informáticos e
sobre internet. Concluiu-se também que o sucesso do curso se deveu à vivência de uma efetiva
interação, associada ao sentimento de pertença a uma comunidade e ao bom relacionamento
interpessoal.
A percepção da presença social não passou necessariamente por encontros presenciais,
mas por interacções virtuais ocorridas no ambiente virtual de aprendizagem, em que os indivíduos
se envolveram pela criação de condições de aprendizagem, para o que contribuiu, sem dúvida, a
interação social e o sentimento de pertença a uma comunidade à distância/virtual/online.

A mudança da Web para Web 2.0

“Tarefa 2-Reflexão de Manuela de Fátima”
A mudança da Web para Web 2.0 implica mudanças ao nível das bibliotecas, que necessitarão de um novo paradigma para a biblioteconomia, entendida como arte de organizar e dirigir bibliotecas.
Web 2.0 é um termo cunhado em 2003 pela empresa norte-americana O’Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web ,como Wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais.
As tecnologias proporcionadas pela Web 2.0 (mensagens síncronas –IM( instant messages)- e streaming media, blogs, wikis, redes sociais, tagging ,alimentadores RSS( Really Simple Syndication) e mashups )podem forçar mudanças no modo como as bibliotecas oferecem acesso às coleções ,bem como no suporte do utilizador para ter esse acesso, utilizador que passa a desempenhar um papel central.
O sujeito está no centro da atual (r) evolução tecnológica em curso.
Os utilizadores tornam-se participantes ativos na construção do conhecimento, recorrendo a serviços e funcionalidades novos.
Trata-se de uma Web entendida como espaço interativo, possibilitando a comunicação, troca de impressões, partilha de ideias e voltado para questões tecnológicas e multimédia, aplicando-se aos serviços e coleções de bibliotecas.
Surge pois uma nova forma de as pessoas se relacionarem com a net e é isto que, mais do que uma tecnologia, define a Web 2.0.
Miller (2005) diz precisamente que a Biblioteca 2.0, termo que nasceu com Michael Casey no seu blog libraryCrunch em 2005, resulta da aplicação do pensamento e das tecnologias aos serviços e coleções da biblioteca.
Defende-se uma teoria da Biblioteca 2.0, associada a alguns aspetos essenciais, a saber, uma centralização no utilizador, criador dinâmico de conteúdos (recursos) e serviços da web, tal como o bibliotecário; uma experiência multimedia, pois as coleções e serviços da Biblioteca 2.0 não se desligam do audio nem do vídeo; uma biblioteca que aposta numa interação social que resulta da comunicação, diálogo e partilha entre os utilizadores e entre estes e os bibliotecários de recursos/conteúdos, partilha síncrona (IM) ou assíncrona (wikis); uma biblioteca inovadora que acompanha as mudanças da comunidade em que se inscreve, preocupando-se com facilitar o acesso à informação pelos utilizadores.
A preocupação com os utilizadores e com o facilitar o acesso à informação existe e eles contribuem para a criação de recursos e avaliam-nos. Ou seja, existe uma comunidade que interage e partilha recursos numa rede social de colaboração, através da webpágina e /ou blogue, espaços de criação ativos e interativos onde os multimédia também marcam presença.
O recurso a todas as aplicações e tecnologias Web mencionadas será efetivamente revolucionário para as bibliotecas.
A coleção tornar-se-á interativa e mais acessível; a grande preocupação da Biblioteca e dos bibliotecários será facilitar o acesso à informação, apostando numa alfabetização informacional, válida ao longo da aprendizagem da vida.
Mais do que um lugar onde se encontram livros e revistas será um espaço que interage com a comunidade, com o bibliotecário e partilha conhecimento, criado por todos.
E é aqui que se coloca a questão das diversas aplicações tecnológicas oferecidas pela Web 2.0.
Mas temos que considerar uma verdade dura de aceitar:
” Learning and implementing Web 2.0 requires resources, time, effort and patience”, sobretudo se considerarmos o contexto particular da sala de aula, agora alargado ao espaço da Biblioteca e aos serviços por ela prestados.
A BE, face aos desafios colocados pela Web 2.0, deve ser entendida no contexto da sua missão e objetivos, no contexto da escola e dos diferentes sistemas com os quais interage.
Deve ainda ser entendida no contexto da sociedade de conhecimento, um novo paradigma que confrontou a escola com diferentes modelos de aprendizagem/construção do conhecimento.
É um paradigma que implica necessariamente um alargamento das literacias de acesso à informação e construção do conhecimento numa sociedade em rede e onde a informação está à distância de um rato.
Também neste contexto se promove a competência informacional tão necessária numa sociedade de informação e conhecimento. A valorização da capacidade para saber associada ao saber onde encontrar informação é mais importante do que simplesmente sabê-la.
Os dados são usados e re-usados pelo utilizador (mashups) e redes sociais são construídas. São estas redes /conexões diversas que facilitam a aprendizagem [Connectivism (Seimens,2004).
O ensino potencia os usos tecnológicos que facilitam aquele. Uma aprendizagem assim desenhada centra-se na produção e nos objetivos - falar, ouvir, ler, escrever.
De qualquer forma, todos os recursos de aprendizagem da Web 2.0 (wikipedia, blogs…) fomentam a criatividade e autonomia dos estudantes.
A criação de uma enciclopédia online –wikipedia -resultante da partilha e entreajuda de todos os utilizadores ,constituindo um recurso/conteúdo sujeito a revisão editorial pelo professor bibliotecário poderia ser realizado na minha escola, com o objetivo de promover a inovação e sobretudo a aprendizagem ao longo da vida.
Segundo Forrester, existem sete categorias Web 2.0 que promovem a comunicação da Biblioteca pública: blogs, mashups, podcasting, RSS, redes sociais, wikis e widgets.
São tecnologias digitais que pretendem ligar pessoas, através de novas formas de interação que substituem o face- a -face da BE tradicional, fomentando a criação de relações sociais mais próximas e forjando novas relações virtuais e comunidades ,mesmo com os que não são utilizadores.
A participação dos utilizadores que comentam, acrescentam ideias na página Web do Crelorosae contribuem para essa comunicação.
Esta interação liga-se também à partilha de recursos/ conteúdos (texto, vídeo, áudio)publicados pelos utilizadores que representam uma comunidade online.
As bibliotecas encorajam os utilizadores a formar grupos em torno de temas, autores ou livros de interesse através de uma presença online da Web 2.0. O que também é feito na minha BE da forma já referida.
O fornecimento da informação resulta assim de uma atividade interativa que inclui criação de dados pela comunidade e publicação coletiva.
Embora exista publicidade diversa e recomendações através do blogue e/ou webpágina, poderia também proceder-se a um sistema de tags , bem como classificação da biblioteca mais ampliado.
O bibliotecário pode e deve ser o filtro da informação, alertando os utilizadores para as classificações de recursos mais importantes ou mais valiosas.
A presença online da biblioteca pode pois acontecer através de serviços de desenvolvimento dos leitores, como revisões de livros, grupos de discussão, classificações e sugestões. Ou seja, os utilizadores criam serviços da Biblioteca, ocorrendo uma personalização.
Pode falar-se em SOPAC (Social OPAC -John Blyber, 2007), uma rede de ferramentas sociais integradas no catálogo da Biblioteca que permite aos utilizadores rever, classificar, comentar e indexar itens (Blyberg,2007).
Neste aspeto, o Crelorosae falha, pois não permite que os utilizadores colaborem na elaboração do catálogo.
A criação de blogs pelos bibliotecários (biblioblogosfera), a permissão de publicação de comentários das coleções e entradas no catálogo e ainda o bookmarking ,que permite também a partilha de comentários dos utilizadores são provas dessa SOPAC e que poderiam ser implementadas na minha escola no que se reporta a coleção ,catálogo e bookmarking.
A biblioteca do século XXI utiliza de forma integrada dispositivos ou equipamentos que permitem o acesso e produção da informação (literacias implicadas).
Integra-se numa escola promotora das literacias e competente no uso dos recursos de informação.
A tarefa da BE será preparar os seus públicos para as literacias necessárias ao acesso e uso da informação em ambientes digitais, literacias de natureza operacional , mas também crítica.
Obviamente que tal suscita outras reflexões que se prendem com a necessidade de infraestruturas tecnológicas e recursos humanos qualificados, a complexificação do ato de gestão e das competências do professor bibliotecário, que exigem a definição de uma política e criação de novas ferramentas/novos ambientes de disponibilização da informação e contato com os utilizadores e, por fim, o alargamento da coleção a novos formatos e a transformação da BE num ponto de acesso a documentos fora de portas, longe do espaço físico, que é substituído pelo virtual, remoto.
O professor bibliotecário deverá reunir qualidades específicas, que implicam um conhecimento profissional (conhecimento do processo de ensino -aprendizagem, da comunidade escolar e do currículo, conhecimento especializado de tecnologia e gestão da biblioteca). Essas qualidades passam também pela boa prática profissional, que se evidencia através da criação de um ambiente de aprendizagem proporcionado aos alunos, motivador e rico em informação, colaboração na elaboração de recursos, visando promover e melhorar as literacias da leitura e informação, disponibilização de serviços de informação, avaliação da aprendizagem dos alunos ,serviços e programas que informam sobre as práticas dos professores.
O compromisso profissional, igualmente imprescindível , implica a promoção da aprendizagem ao longo da vida, o compromisso com os princípios de aprendizagem ,a demonstração de liderança na comunidade educativa, a participação nas redes de educação.
Os utilizadores acedem a múltiplas formas de texto, som, imagem, vídeo, o que diversifica grandemente as formas de apropriação do conhecimento.
As bibliotecas afiguram-se neste contexto como importantes veículos de acesso à informação e promoção das literacias da informação e os professores e instituições devem integrar meios, tecnologias, serviços webemergentes e ferramentas da Web social , premiando inovação e boas práticas.
Não podemos porém esquecer que o recurso a ferramentas da Web exige cada vez mais competências de literacia digital no contexto de uma escola do século XXI.
São três as literacias críticas neste contexto: literacia da informação, ou seja, maior ou menor capacidade de com-preender e usar informação escrita, permitindo o desenvolvimento social; literacia digital, ou seja, uso eficaz de pc’s, redes…e sua informação; literacia tecnológica, competências básicas no âmbito das tecnologias.
Embora as três sejam relevantes porque acabam por se complementar, é efetivamente a literacia da informação que se relaciona de forma lata e transversal com uma aprendizagem que deverá ser feita ao longo da vida., que se torna mais significativa quando resulta de um processo interdisciplinar e ligado a necessidades da vida real.
Cabe à escola e à BE/CRE a promoção dessas competências.
Numa sociedade do século XXI, que se carateriza por uma grande evolução tecnológica que facilita a criação de comunidades que interagem e partilham informação, sendo pois criadores da informação, mas também críticos, surge uma BE marcada por essa evolução e que a ela recorre no processo de aprendizagem pela promoção de literacias, que competem também à escola, visando sempre a construção do conhecimento, numa sociedade do conhecimento.
O papel do professor bibliotecário torna-se relevante pois deverá contribuir para esse processo através de uma gestão e organização da BE/CRE entendida neste sentido mais lato.
A BE deve incentivar e apoiar a escola na mudança, que deverá garantir um acesso à informação por cada um dos utilizadores da BE. São estes que criam os recursos e serviços da BE, recorrendo às ferramentas tecnológicas da Web 2.0.
Segundo O’Reilly( 2005),as páginas pessoais tornam-se blogs, as enciclopédias ,wikipedias (enciclopédia online que tem 120 sites de redes sociais),os tutoriais baseados em texto incluem aplicações streaming media(áudio, vídeo),apresentando um carácter mais experimental e inovador, a taxonomia torna-se folksonomia, as questões de pergunta -resposta para apoio do utilizador tornam-se MI.
No Crelorosae, existe um blog associado a uma Web página, como já foi referido, mas também tutoriais que incluem aplicações streaming. Poderia promover-se a wikipedia e a folksonomia. As MI existem quanto mais não seja na plataforma de comunicação online.
A Web 2.0 oferece muitas aplicações tecnológicas/ferramentas que se podem colocar ao serviço da BE: as mensagens síncronas ou MI que permitem uma comunicação real e dinâmica entre utilizadores e bibliotecários para prover serviços de “referência por chat”, que podem substituir o face -a -face com o professor bibliotecário que presta assim atenção às necessidades dos utilizadores.
As MI tornaram-se mensagens multimedia pelo recurso ao áudio e vídeo (streaming media) ao serviço da Biblioteca, que pode colocar links para os seus serviços de referência por chat dentro dos seus próprios recursos.
Tal acontece na webpágina do Crelorosae.
As library websites estão a tornar-se cada vez mais importantes,
O website da biblioteca pode incluir um blog e ainda permitir o acesso a certas contas diretamente do site da biblioteca.
Os blogs e wikis são uma forma de publicidade e carecem de coordenação editorial .
Serão um desafio para o professor bibliotecário porque este terá que ser meticuloso quando adiciona um blog à coleção da BE.
Os wikis demonstram também que o conteúdo é criado e avaliado pelo utilizador, pois são páginas Web abertas onde qualquer pessoa se pode inscrever, publicando, melhorando, mudando.
Não sendo da mesma fidedignidade das fontes tradicionais, tal como as frequentes discussões que acontecem nas enciclopédias online , ou seja. wikipedias ,pois qualquer utilizador registado pode escrever, melhorar ou fazer qualquer outra edição ,estas ferramentas implicam que os bibliotecários revejam tudo, sendo pois um fiiltro da informação que passa.
Um wiki da BE é um serviço que fomenta a interação entre bibliotecários e utilizadores, movendo a sala de grupo de estudos online .Poderia ser uma aposta do Crelorosae.
Os utilizadores compartilham informação, fazem perguntas, respondem a questões e os bibliotecários fazem o mesmo num wiki e esses registos tornam-se recursos para a biblioteca prover como referência.
Os wikis e blogs evoluirão num ambiente mais multimédia com colaborações síncronas e assíncronas de áudio e vídeo.
Os blogs são novas formas de publicação e os wikis novas formas de sala de estudo. São soluções rápidas para colocar coleções e serviços da biblioteca na Web 2.0.É o que acontece no Crelorosae com a disponibilização de um catálogo online.
As redes sociais permitem MI, blogs , streaming media e tags.
Facebook, myspace, del.icio.us e flicker são redes sociais da web que permitem a partilha de recursos.
O facebook, em 2008., tornou-se um serviço público da biblioteca para fazer publicidade. A sua página dá detalhes de serviços e um espaço para discussão ou para pedir conselhos (2008).
O myspace é um site com vídeos, música e blogs.
Librarything é outra rede social que permite que os utilizadores cataloguem os livros e vejam opiniões dos outros sobre esses livros, recomendando. Isso permite uma comunicação assíncrona, a criação de blogs e colocação de tags nos seus livros. É um site para amantes de livros que poderia fazer parte integrante das práticas do Crelorosae.
A catalogação social , como o librarything é um serviço que constrói uma rede social em torno de livros e leituras. Nele podemos apresentar as nossas leituras e trocar impressões.
O catálogo de Web 2.0 pode ser comentado, a informação resulta de um processo,está centrada no utilizador ,considera o hipertexto e não o texto, faz a classificação dos produtos produzidos.
Tal poderia ser uma aposta do Crelorosae.
No domínio das ferramentas Web, pode destacar-se a pesquisa online através de motores de busca, o domínio de estratégias de pesquisa e recursos a guiões que potenciam a produtividade, o uso de plataformas de gestão da aprendizagem que disponibilizam conteúdos e atividades aos alunos e frequentemente a colaboração, o que também acontece na EBICC.
Os marcadores sociais criam e gerem um sistema de marcadores ou favoritos online que devem e podem ser classificados através de um sistema de etiquetas.
As aplicações Google desenvolvem trabalho colaborativo de forma fácil a quem tiver uma conta gmail.

As narrativas podem ser digitais com recurso às ferramentas digitais. O podcasting implica publicação de arquivos de media digital pela net usando um feed RSS que permite ao utilizadores acompanharem a sua atualização.
As redes sociais permitiriam que os bibliotecários e utilizadores interagissem, mas compartilhassem e transformassem recursos dinamicamentte num meio eletrónico.
Tagging permite aos utilizadores criar cabeçalhos de assunto para o objeto que tiverem em mãos.
Como Shanni (2006)descreve, tagging é essencialmente Web 2.0 pois permite aos utilizadores adicionar e modificar não só conteúdos(dados) mas o conteúdo que descreve o conteúdo(metadados).Outra aposta interessante.
No flick, os utilizadores etiquetam figuras, no Librarything rotulam livros; na Web 2.0 poderiam etiquetar a coleção da biblioteca e assim participar no processo de catalogação.
Embora fugindo à classificação padronizada, tagging permitiria uma indexação mais fácil de ler, facilitando a busca da informação (por cabeçalho de assunto).
Tags realizados pelos utilizadores e assuntos padronizados podem coexistir num catálogo da biblioteca 2.0.
O catálogo de tags seria aberto, centrado nos utilizadores, que acrescentam tags às fontes e disponível ao público. A biblioteconomia no seu melhor.
Seria um recurso/serviço útil ao processo de catalogação da coleção existente.
A organização do conteúdo permitida pelos RSS feeds, alimentadores RSS e outras tecnologias é outra aplicação da Web 2.0 com impacto nas bibliotecas.
As bibliotecas estão a criar alimentadores RSS para os utilizadores se inscreverem, incluindo atualização sobre os novos itens da coleção, novos serviços e conteúdos. O blogbridgeblogbridgelibratry (BBL) é um software que se pode instalar no servidor principal e que organiza não o conteúdo da biblioteca (os livros), ,mas a biblioteca(a construção).
BBL e redes sociais da biblioteca permitem que os utilizadores tenham uma página na biblioteca que organiza todos os conteúdos da mesma , o que os interessa, e a sua pesquisa elimina informação irrelevante.
Os mashups são aplicações híbridas onde duas ou mais tecnologias ou serviços são combinados num novo serviço.
A Wikibios é um site onde os utilizadores criam biografias online, misturando blogs com redes sociais.
A própria biblioteca 2.0 é um mashup, um híbrido de blogs, wikis, streaming media, agregadores de conteúdos ,IM e redes sociais.
É centrada no utilizador e dirigida por este; é um mashup de serviços tradicionais da biblioteca e serviços inovadores Web 2.0;uma biblioteca para o século XXI, rica em conteúdos , interatividade e atividade social.
O Crelorosae é uma biblioteca que representa um mashup pela existência de uma webpágina, blogue, streaming media, alimentadores RSS ,ao serviço da informação. Deveria porém integrar mais tecnologias facilitadas pela Web 2.0 como forma de garantir a colaboração dos seus utilizadores no catálogo da coleção existente através , por exemplo, do tagging.
A aposta na qualificação profissional da equipa coordenadora no que concerne o domínio das literacias digitais e tecnológicas seria pertinente ,dado o contexto da mesma.
E esperemos por uma nova geração Web !...

A Web 2.0 e a Biblioteca 2.0

A Web 2.0 e a Biblioteca 2.0 são uma forma diferente de os utilizadores e criadores encararem a net, pois recorrerão a esta para produzir informação, construir conhecimento, fruto de trabalho colaborativo que não esquece o recurso às novas aplicações tecnológicas oferecidas pela nova geração Web -a Web 2.0.
A Biblioteca 2.0 é “a aplicação de interação, colaboração e tecnologias multimídia ,baseadas em Web, a serviços e coleções de bibliotecas baseadas em Web.
A nova biblioteca pretende responder às reais necessidades dos utilizadores, melhorando os seus serviços constantemente, alargando -os , implicando o utilizador nesse processo, que fará parte de uma comunidade que interage e partilha recursos, integrando multimédia (áudio e vídeo) na sua página Web. Defende-se uma teoria da Biblioteca 2.0, associada a alguns aspetos essenciais, a saber, uma centralização no utilizador, criador dinâmico de conteúdos (recursos) e serviços da web, tal como o bibliotecário; uma experiência multimedia, pois as coleções e serviços da Biblioteca 2.0 não se desligam do audio nem do vídeo; uma biblioteca que aposta numa interação social que resulta da comunicação, diálogo e partilha entre os utilizadores e entre estes e os bibliotecários de recursos/conteúdos, partilha síncrona (IM) ou assíncrona (wikis); uma biblioteca inovadora que acompanha as mudanças da comunidade em que se inscreve, preocupando-se com facilitar o acesso à informação pelos utilizadores
Refira-se porém que não é essencial à aprendizagem, mas pode ser uma forma de aprendizagem, pois implica obrigatoriamente os utilizadores/alunos no seu processo de forma criativa e inovadora e portanto mais produtiva.
Por sua vez, o recurso a aplicações online grátis da Web 2.0 ,como blogs e wikis, podcasting, social network services e serviços de aprendizagem Web.2.0 pode ser mais ou menos complexo.
Por exemplo, os blogs e wikis podem ser objeto de leitura ou simples inscrição, mas também podem fomentar o juntar ideias de interesse, o partilhar conhecimento com os colegas, o comentar/ajudar a editar ou mesmo, num processo mais complexo, o produzir o projeto de turma.
Nigel Lancaster interroga-se sobre como a Web 2.0 e as ferramentas das redes sociais podem alargar as bibliotecas e seus recursos a um público mais amplo.
É uma comunidade online, uma rede de pessoas que partilham interesses ou objetivos (“communities of practice-Lave&Winger,1991).É uma “social networking community”.
O software Web 2.0 pode ser usado pelos bibliotecários para promover, publicitar através de ferramentas, como revisões fundamentadas, pesquisas recentes, classificação das bibliotecas, recomendações e tags.
A informação integrada e personalizada funciona a nível individual e organizacional.
O professor dispõe de vários recursos de fácil acesso, devendo promover nos alunos a reflexão, a correção da expressão oral e escrita , a inovação e criatividade, associadas ao trabalho em equipa e relacionamento entre os conhecimentos e sua aplicação à realidade.
O conhecimento e uso de equipamentos como pc’s na busca de informação (literacia digital) podem trazer vantagens para a aprendizagem. Por sua vez, o utilizador deverá conhecer e selecionar criticamente os equipamentos e ferramentas mais eficazes para o desenvolvimento de outras literacias.
A Web evolutiva deve acompanhar a biblioteca evolutiva como meio para facilitar a inovação e experimentação em serviços eletrónicos na BE.
A biblioteca 2.0 torna as coleções e serviços mais interativos e centrados no uilizador ,possibilitando que os consumidores de informação contatem com os produtores e se tornem co-produtores, estabelecendo desta forma uma linha muito ténue entre bibliotecário e utilizador, criador e consumidor, autoridade e novato.
Tal mudança acarreta a relevância atribuída à alfabetização informacional que permite a aprendizagem.
Por exemplo,os blogs são páginas Web de fácil edição que seguem um conceito cronológico; os wikis são ferramentas de edição colaborativa rápida e fácil de consultar.
Trata-se sobretudo de participação, interação, alargamento do saber, resultante da partilha de uma comunidade que se cria, assente numa “architecture of participation”,pois os serviços são grátis e de fácil acesso através do internet browser
Sugere-se pois que a comunicação/diálogo através de discussões de grupo e atividades online com recurso à Web 2.0 melhora e é potenciada.
O serviço online tradicional a par do novo são complementares do acesso à informação por CRM (Customer Relationship Management).
Segundo Nigel Lancaster,”library chiefs need to focus on increasing their status within the local authority as well as on embracing new ways of working and technology, if they are to make the most of the opportunities offered by Web 2.0”
A existência de uma política nacional de informação e de um quadro legislativo que a suporte serão importantes para o progresso do país.
A informação deve ser reconhecida como recurso estratégico para o progresso social.
Com este panorama, a função da Biblioteca e dos bibliotecários será extremamente importante pois deverão promover a alfabetização informacional. Para tal, deixarão de criar sistemas e serviços, habilitando os utilizadores a criá-los para si.
A Web como plataforma favorece a criação de uma conexão por meio de comunidades de utilizadores com interesses comuns. Essa participação ativa dos utilizadores é o sustentáculo da Web 2.0,pelo acréscimo de valor à rede, permitindo a qualquer um criar conteúdos e avaliar os que encontra (ratting).
Uma comunidade virtual centralizada no utilizador e assente na interação entre os utilizadores, acreditando em serviços eletrónicos ao serviço da biblioteca de forma inovadora, eis a Biblioteca 2.0.
Cria-se um OPAC (Online Public Access Catalog) personalizado que inclui acesso a MI(Mensagens Instântaneas), alimentadores RSS, blogs, wikis, tags e perfis públicos e privados na rede da Biblioteca. É um interface de rede social que o utilizador desenha.
Aprender e ensinar na era digital pressupõe pois interação, ambientes digitais/virtuais, conetividade e recurso ao multimédia para transmitir informação criada pelos
A pesquisa e estratégias de pesquisa da informação, a sua avaliação crítica, a recolha, que implica questões éticas e jurídicas estão na base de um processo de aprendizagem que parte de um problema, que com recursos se procura resolver, reunindo a informação selecionada, sujeita a análise e posterior avaliação .
.
Todas estas competências da informação são uma ferramenta de aprendizagem ao longo da vida, que se torna mais significativa quando resulta de um processo interdisciplinar e ligado a necessidades da vida real.
A promoção e desenvolvimento destas competências numa sociedade de informação, que é a sociedade do conhecimento do século XXI, caberá às escola, BE e professores bibliotecários, que deverão trabalhar conjuntamente para favorecer a construção de recursos/conteúdos partilhados.

Escola e Biblioteca evolutivas...

A Escola e a Biblioteca devem responder à evolução tecnológica e digital. A escola evolutiva deve acompanhar a biblioteca evolutiva.
Neste contexto, o que se desenha é uma nova geração de bibliotecas e de serviços providenciados por estas. A particularidade é que se criam comunidades online que interagem e partilham recursos/conteúdos que servem a BE/CRE.
Os utilizadores são o centro desta nova Bibiblioteca, sendo privilegiado o processo que facilita a busca da informação em detrimento da informação por si.
Tal processo justifica-se porque a BE/CRE e o professor bibliotecário devem efetivamente promover as literacias de informação, transversais em termos curriculares e como fazendo parte do processo de aprendizagem ao longo da vida(a par da digital e tecnológica).
É a Web 2.0 ao serviço da Biblioteca 2.0 ,uma biblioteca onde os serviços providenciados são criados coletivamente e com recurso a diversas aplicações tecnológicas.

Numa sociedade do século XXI, sociedade de conhecimento e privilegiadora da informação, temos que, efetivamente , repensar a função da BE, Centro de Recursos, mas também o papel do professor bibliotecário.
A existência de infraestruturas tecnológicas também é importante e para tal tem contribuído o PTE.
De qualquer forma, há um longo caminho a percorrer pela maior parte das nossas BE ,pois há lacunas em termos de formação de algumas equipas ,o que nos faz pensar nos exigentes atributos que surgem inerentes ao professor bibliotecário, que envolvem conhecimento profissional ,boa prática profissional e compromisso profissional, igualmente imprescindível .
O objetivo é contribuir para a aprendizagem dos alunos de forma interativa ,pela partilha de recursos/conteúdos e construção do conhecimento ,processo que resulta de interação ,mas também de uma crescente autonomia e valorização da vertente criativa e inovadora ,pelo recurso às diversas tecnologias da Web 2.0.
Numa sociedade do século XXI, que se carateriza por uma grande evolução tecnológica que facilita a criação de comunidades que interagem e partilham informação, sendo pois criadores da informação, mas também críticos, surge uma BE marcada por essa evolução e que a ela recorre no processo de aprendizagem pela promoção de literacias, que competem também à escola, visando sempre a construção do conhecimento, numa sociedade do conhecimento.

O twitter e as bibliotecas

O recurso a blogs por bibliotecários e bibliotecas visa essencialmente disseminar informação.
O microblogging é uma forma de publicação de blogue que permite breves atualizações de texto numa rede de interação/comunicação e partilha.
O twitter é a primeira aplicação Web dos microblogues.
O twitter é essencialmente sinónimo de conversação; é uma ferramenta da Web 2.0 que permite a interação , a partilha de informação, num curto espaço de publicação de mensagens (tweets).
Dá também a conhecer “o que está a acontecer” a todos aqueles que sejam seguidores .
As bibliotecas podem recorrer ao twitter para anunciar novidades, desde exibições até links, informações práticas sobre os seus serviços e seu funcionamento, informações sobre recursos da biblioteca…
Podem ainda adicionar recursos à lista das contas que seguem, jornais locais, fontes nacionais ou internacionais.

Blogues -que objetivos? Que tipo de informação apresentam?

Um mundo !! Ao viajarmos por estes blogues de bibliotecas é realmente a primeira ideia que nos vem à cabeça !...
Basicamente, destinam-se a publicar as atividades desenvolvidas na e pela biblioteca escolar , acompanhar o trabalho desenvolvido e a desenvolver nas escolas.
“Dar a conhecer as atividades realizadas na BE ao longo do ano” -lê-se no cabeçalho de alguns dos blogues visitados.
Faz-nos pensar nas reais potencialidades da Web 2.0 e na forma como as diversas aplicações tecnológicas/ferramentas se podem utilizar para compor um blogue.
É espantoso como a informação é veiculada , permitindo e promovendo sempre a interação , a colaboração e a partilha de conhecimento !
Trata-se de um saber em evolução, num processo dinâmico que envolve a BE/CRE e a Escola onde a mesma está integrada, servindo de ponte entre o que é realizado pela BE ,em articulação ou não com a Escola.
Um espaço coletivo, assente numa ideia – base , que é a ideia de “inteligência coletiva”.
Aliás, um dos objetivos dos blogues é essencialmente informar, mas também partilhar e permitir a colaboração coletiva de toda a comunidade, não limitada a alunos e professores, mas também pessoal não docente.
Divulgação de atividade ligada à leitura, livros e literacia, partilha de atividades em articulação com o currículo (Semana dos afetos em lerparacrer), semana da leitura ,PNL…através da constituição de tags, links para livros, partilha de informação nas redes sociais ,como o facebook (cf lerparacrer),publicitação de textos dos alunos, mesmo com recurso a streammedia, implementação de LibraryThing, com comentários que permitem acesso à coleção, presença do jornalonline, plataformas de aprendizagem…
Incluem também tags e inquéritos de satisfação a EE, no âmbito da promoção do livro e da leitura e bookmarks ,informações sobre o PDC e sua divulgação, catálogo online, guiões que permitem a aprendizagem , sendo a BE/CRE garante dessa; recurso a ferramentas como o DIggo , que melhoram a pesquisa, partilha e colaboração na realização da informação e do saber; informações sobre como instalar essas ferramentas Web para enriquecer o blogue!
Um mundo , efectivamente!

Blogues ,bibliotecas e bibliotecários...

Uma reflexão muito global...
O recurso a blogs por bibliotecários e bibliotecas visa essencialmente disseminar informação.
O microblogging é uma forma de publicação de blogue que permite breves atualizações de texto numa rede de interação/comunicação e partilha.
O twitter é a primeira aplicação Web dos microblogues.
É essencialmente sinónimo de conversação; é uma ferramenta da Web 2.0 que permite a interação , a partilha de informação, num curto espaço de publicação de mensagens (tweets).
Dá também a conhecer “o que está a acontecer” a todos aqueles que sejam seguidores .
As bibliotecas podem recorrer ao twitter para anunciar novidades, desde exibições até links, informações práticas sobre os seus serviços e seu funcionamento, informações sobre recursos da biblioteca…
Podem ainda adicionar recursos à lista das contas que seguem, jornais locais, fontes nacionais ou internacionais.
Continuação de bom trabalho!

A BNP ,um bom exemplo!

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) é um bom exemplo de uma biblioteca com conta no Twitter ,ferramenta de que faz uso em prol dos serviços da biblioteca como instituição do século XXI ,ou seja ,ao serviço da “sociedade do conhecimento”/informação, através da categoria de serviços que oferece e recurso às potencialidades do Twitter.
Características a valorizar:
Promoção da interação entre a Biblioteca e os seus clientes internos e externos, através de comentários ao que é divulgado, com recurso a mediastream inclusive, convites de adesão às redes(facebook, twitter),encorajando seguidores e a interação com a Biblioteca ,recorrendo a perguntas e respostas, partilha de links; oferta de uma grande dose de informação local e não só; informações sobre a coleção, através do catálogo online, informações internas ligada a programas de catalogação, livraria online…
Um mundo de razões para ter escolhido esta Biblioteca !...
Consultem!
http://www.bnportugal.pt/

A Web 2.0 é um mundo!...

http://www.pedroprincipe.net/blog/biblioteca20/?tag=web2-0

A Web 2.0 é um mundo!
Um mundo virtual feito de novidades ,de aprendizagem e conhecimento...
Este video apresenta as múltiplas potencialidades da sua utilização em contexto de ensino-aprendizagem.Um contexto social virtual,onde a cooperação,a interação e a comunicação nos surpreendem pelas diversas formas que podem apresentar!..
Um "maravilhoso mundo novo"!

Aprendizagem em ambientes virtuais

Factor determinante na comunicação humana e relações interpessois e processo de ensino-aprendizagem,a interacção social também pode acontecer em ambientes virtuais de aprendizagem,dita online.
Implica a comunicação em contextos sociais, que podem mesmo contribuir para a criação de laços numa espécie de "comunidade de inquirição"(Garrison).
Para Rheingol,o ciberespaço é um local onde podem existir sentimentos comunitários.
A construção da comunidade depende de "acções cooperativas" que determinem "bens colectivos"(Rheingol).
A comunicação processa-se através de uma linguagem "de sinais"que aproxima os interlocutores,facilitando a interacção.
As relações interpessoais na Web seguirão uma cultura da "hodiernidade".
A virtualização da educação num ambiente propício implica cumplicidade com a era vigente e a sua mentalidade.